terça-feira, 18 de agosto de 2015

Meu sonho virtual





Mulher sonhadora
Olhos negros, opacos
Pela tristeza de um amor não correspondido.
Boca sedenta por um beijo  que não vem
Mãos frias carente do calor de alguém...
Pensamento distante;
Sonhos nebulosos intermináveis..
Procura cúmplice na tela fria de um computador,
Alguém em que possa dividir seus sonhos, suas angustia, sua dor..
Viver o mundo  virtual até que a noite venha,
A porta se abre e o teu companheiro por ela  entre
Trazendo toda a indiferença e o cansaço de um dia  atribulado.
Hora de dedicar todo  o amor que ainda sente,
hora de mostrar que ainda há amor e esperança
na vida  matrimonial.
Enquanto ele não chega...
Mulher solitária  sonha e viaja
Nas teclas de um computador.


Valdemar Arcanjo-18/08/2015

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A arte de lavar roupa





Quem lava roupa
Pensa na vida!

Quem lava roupa sente a vida passar diante da roupa lavada
Sente a história das roupas
Sente as mãos frias de sonhos.

Quem lava roupa não lava somente a roupa
Lava o orgulho e a soberba
E sente cheiro do novo.

Hoje lavando a roupa
Senti um cheiro de história
Da vida passada e de anos levados embora
O cheiro que exalava das roupas ainda molhadas
Trazia presente o jasmim de “Seu Abel”
Onde minha mãe e outras mulheres lavavam roupas
Quando faltava água em nossas casas.
E vinha a lembrança dos pinotes que eu dava às vezes só
Às vezes com outros meninos
E minha mãe gritando: “Tá sujando a água menino!”
Lembrei do caminho que nos levava até lá
Estrada de barro batido, e uma estreita trilha pra chegar
Do alto alguém gritava
Pra saber se tinha gente embaixo
Talvez tomando banho
Ou lavando os seus próprios pratos.
E quando não tinha ninguém
Lá íamos nós...
Sentir o cheiro do sabão bruto nas roupas
Dos cajás que caíam na água
Do seu doce sabor azedo
E da brincadeira que só cessava
Quando o sol já quase sumindo.
E com a bacia cheia de roupas cheirosas
Iam embora minha mãe e nossas vizinhas.
Os filhos delas e eu.
Hoje depois de homem feito lavei roupa
Senti-me criança de novo!

Lavei roupa!
Com a vida passada no cheiro do sabão...

Lavei Roupa!
Com a vida agora vivida esfregada pelas minhas mãos...

Lavei roupa!
Com a vida que há porvir evaporando com gosto e cheiro de sabão.

autor: (Luis Adriano Correia)



o tempo de Deus



Boa noite família, hoje  estava recordando :com quinze anos,fui expulsa de Casa,vivi muitos anos revoltada,remoendo...

O tempo passou, e Deus se encarregou de limpar minhas feridas,nem sei porque  me lembrei disso hoje,Deus sabe.mas quando me lembrei,Meu coração estava limpo,isento de mágoas,pelo contrário,hoje sou muito grata a Deus,porque  se ele não tivesse permitido tudo isso,hoje eu não seria a Sill Guerreira.moral da história,tudo na vida tem um porque,nada é desperdício.boa noite família linda.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Reflexão

Agora é tudo é  silêncio...
Deitada em minha cama,me lembro dos sonhos,que um dia até os enterrei...dizia:não,nunca se realizaram.mas agora, olho ao redor,e vejo as paredes,os móveis improvisados,e um ar de paz e harmonia,td isso dentro do lar que Deus me emprestou,lar fruto de um sonho um dia esquecido,mas que hoje pela graça é real.obrigada Deus.
Foto de Sill Guerreira.
Sabará  11 de Agosto de 2015 -Terça feira                                        

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Meu jeito (My way)





E agora o fim está próximo
Então eu encaro a cortina final
Meu amigo, Eu vou falar claro
Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza

Eu vivi uma vida por inteiro
Eu viajei por cada e em todas as estradas
Oh, mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Arrependimentos, eu tive alguns
Mas então, tão poucos para mencionar
Eu fiz, o que eu tinha que fazer
E eu vi tudo, sem exceção

Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, ao longo da estrada
Oh, mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Sim
Teve horas
Eu tenho certeza de que você sabe
Quando eu mordi mais que eu podia mastigar

Mas, entretanto, quando havia dúvidas
Eu engoli e cuspi fora
Eu encarei tudo isso e continuei altivo
E fiz do meu jeito

Eu amei, eu sorri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte de derrotas
E agora como as lágrimas descem
Eu acho tudo tão divertido

De pensar que eu fiz tudo
E talvez eu diga, não de uma maneira tímida
Oh não, não eu
Eu fiz do meu jeito

E o que é um homem, senão o que ele tem
Se não ele mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguem que se ajoelha

Os registros mostram
Que eu recebi as desgraças
E fiz do meu jeito

Sim, esse era meu jeito


Link: http://www.vagalume.com.br/frank-sinatra/my-way-traducao.html#ixzz3i8lYaYrZ

poema da saudade



A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos Drummond de Andrade

sábado, 1 de agosto de 2015

espirito de guerreira




Num alto da esperança
Num ato de esperança
A guerreira vislumbra o ouro de sua cidade
Mas o ouro que quer, é o dourada de sua alma.
Olhando  as  montanhas de sua cidade, vê nela
A esperança de dias melhores ,
Quando poderá aposentar o teu arco de ilusões
Guardar para sempre as flechas flamejantes
Da angustia , da insegurança.
A guerreira olhando as montanhas de sua Sabarabuçu
Tem a esperança, do alto  do bairro “Esperança”...Esperar
Que seus sonhos se realize!

Fé guerreira...


Valdemar Arcanjo
escritor e historiador
www.arocacontaumconto.blogspot.com