segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Os navios e a vida




Certa vez, um homem sábio foi às docas para observar os navios entrarem e saírem do porto. Percebeu que, quando um navio saía para o alto mar, todas as pessoas no cais festejavam e desejavam boa viagem. Enquanto isso, um outro navio entrou no porto e atracou. De maneira geral, foi ignorado pela multidão.
O sábio dirigiu-se às pessoas, dizendo: “Você estão olhando as coisas ao contrário! Quando um navio parte, não se sabe o que virá pela frente, ou qual será o seu fim. Portanto, na verdade não há motivo para celebrar. Porém quando um navio entra no porto e chega ao lar em segurança, este é um motivo para fazê-los sentir alegria.”
A vida é aquela viagem e nós somos o navio. Quando nasce uma criança, festejamos. Quando uma alma volta para casa, pranteamos. Porém se víssemos a vida na terra da mesma maneira que o sábio via o navio, talvez pudéssemos dizer: “O navio terminou sua jornada, enfrentou as tempestades da vida, e finalmente entrou no porto. E agora está seguro em casa…

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sons Inaudíveis


 

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande Mestre, com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa. Quando o príncipe chegou ao templo, o Mestre o mandou sozinho para uma floresta. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta. Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o Mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir. Então disse o príncipe:
– Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus…
E ao terminar o seu relato, o Mestre pediu que o príncipe retornasse à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível. Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu à ordem do Mestre, pensando:
– Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta…
Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo… Mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao Mestre. Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou:
– Esses devem ser os sons que o Mestre queria que eu ouvisse…
E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente. Queria Ter certeza de que estava no caminho certo. Quando retornou ao templo, o Mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.
Paciente e respeitosamente, o príncipe disse:
– Mestre, quando prestei atenção, pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite…
O Mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:
– Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa. Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor, entender o que está errado e atender às reais necessidades de cada um.”

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

folga espiritual


Hoje só quero um cantinho,quero sentir o gosto do meu medo,o tamanho de minhas dores, quero ser eu,não quero ser forte,não quero ser guerreira. Deixar minhas armas,sentir a lágrima quente,rolar pelo rosto,sentir todo dessabor da falta de amor fraterno,não quero cores,quero tudo preto e Branco,hoje eu sou apenas pranto. 
Sinto-me como um trânsito congestionado, tudo inerte, as placas são todas interrogações, não há uma direção que indique o caminho. sem expectativas,sim,isso define tudo,é como se desse voltas e mais voltas,um labirinto,que acaba sempre no mesmo lugar,os sonhos já não têm mais forças,o material já não causa mais brilho,ficou tudo fosco.

Silvana Antunes 24/08/2015

sábado, 22 de agosto de 2015

O naufrago

O Náufrago
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Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo. E este único sobrevivente foi parar numa ilha deserta e fora de qualquer rota de navegação. E ele agradeceu novamente. Com muita dificuldade e os restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais.
O tempo foi passando e a cada alimento que conseguia, ele agradecia. Um dia, voltando depois de caçar e pescar viu que seu abrigo estava em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Desesperado, ele se revoltou e gritava chorando: “O pior aconteceu! Perdi tudo. Deus por que fez isso comigo?” Chorou tanto que adormeceu profundamente, cansado.
No dia seguinte, bem cedo, foi despertado por um navio que se aproximava. “Viemos resgatá-lo”, disseram. “Como souberam que eu estava aqui?”, perguntou. “Nós vimos o seu sinal de fumaça”, responderam eles.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

concepção de pensamentos


Boa noite família há 24 anos, estava eu com 21 anos, exatamente no dia 26/05/91, falecia meu filho Davi com apenas, três meses e vinte dias, Meu terceiro filho, vítima de meningite. na época me deram um comprimidinho no hospital,disseram que eu não dormiria,mas que eu ficaria bem,e realmente fiquei,pois o calmante me deixou acessa,e de forma nenhuma eu conseguia sentir dor,mas quando passou o efeito meus irmãos!!! O mundo desabou.
Na época  muitos disseram que eu não senti a morte dele,justamente por causa da porcaria do remédio,ninguém me viu triste no velório.fiquei MT arrasada por causa de tais comentários,então foi quando fui na casa de uma conhecida kardecista que fazia psicografia,não entendia nada mas fui,durante a sessão,me foi dito que meu filho não poderia me falar diretamente,mas que um mentor falaria por ele,me lembro apenas que me queixei dos comentários que fizeram,então me veio a resposta que dizia:coisas do homem,cuidar de mim melhor que você...cuidou,impossível.
Na época essa mensagem lavou minha alma,e me permitiu seguir.
Julgar nosso próximo é fácil,difícil e vivermos a vida dele,e permanecer de pé,é melhor compreender,do que julgar,mas se não compreende,melhor é se calar.
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coditiano



Hoje aprendi mais uma,como estou desempregada,fomos wallisson e eu c minha amiga e seu filho catar estrume de boi p fazer esterco e vender,os credores não esperamRsrsrs,como nós nos divertimos,trabalhamos e brincamos ao mesmo tempo,infelizmente na hora de vir embora,o filho da minha amiga veio na frente de bicicleta,e sofreu um acidente,nossa foi tenso!!! Ele foi levado as pressas para a upa,teve um ferimento horrível acima da patela,ou seja do joelho,mão. Não houve fraturas,graças a Deus,levou 19 pontos e já estamos em Casa,obrigada Deus,obrigada família que orou,agora já estamos felizes de novo,ah já ia me esquecendo,recolhemos 15 sacos de esterco.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Como mudar o mundo

Era uma vez, um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas.
Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali, atrapalhando-o. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar uma maneira de entretê-lo no laboratório. Foi, então, que reparou num mapa do mundo que estava na página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao filho:
– Filho, você vai me ajudar a consertar o mundo! Aqui está o mundo todo partido. E você vai arrumá-lo para que ele fique bem outra vez! Quando você terminar, me chame, ok?
O cientista estava convencido que a criança levaria dias para resolver o quebra-cabeças que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:
– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!
O pai não queria acreditar, achava que era impossível um miúdo daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeças de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.

– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que, do outro lado da página, havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para eu consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem; virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.