sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Viver como as flores



Era uma vez um jovem que caminhava ao lado do seu mestre. Ele perguntou:
- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas... sofro com as que caluniam...
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores - continuou o mestre - apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas...
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora... Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia... Assim, você estará vivendo como as flores!
 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A Arte do Silêncio





Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.

Algum tempo depois, descobriram que era inocente.

O rapaz foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, processou o vizinho.

No tribunal, o vizinho disse ao juiz:

– Comentários não causam tanto mal…

E o juiz respondeu:

– Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel.

Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir sentença!

O vizinho obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:

– Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!

– Não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem.

O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!

Ao que o juiz respondeu:

– “Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.”



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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Os navios e a vida




Certa vez, um homem sábio foi às docas para observar os navios entrarem e saírem do porto. Percebeu que, quando um navio saía para o alto mar, todas as pessoas no cais festejavam e desejavam boa viagem. Enquanto isso, um outro navio entrou no porto e atracou. De maneira geral, foi ignorado pela multidão.
O sábio dirigiu-se às pessoas, dizendo: “Você estão olhando as coisas ao contrário! Quando um navio parte, não se sabe o que virá pela frente, ou qual será o seu fim. Portanto, na verdade não há motivo para celebrar. Porém quando um navio entra no porto e chega ao lar em segurança, este é um motivo para fazê-los sentir alegria.”
A vida é aquela viagem e nós somos o navio. Quando nasce uma criança, festejamos. Quando uma alma volta para casa, pranteamos. Porém se víssemos a vida na terra da mesma maneira que o sábio via o navio, talvez pudéssemos dizer: “O navio terminou sua jornada, enfrentou as tempestades da vida, e finalmente entrou no porto. E agora está seguro em casa…

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sons Inaudíveis


 

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande Mestre, com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa. Quando o príncipe chegou ao templo, o Mestre o mandou sozinho para uma floresta. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta. Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o Mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir. Então disse o príncipe:
– Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus…
E ao terminar o seu relato, o Mestre pediu que o príncipe retornasse à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível. Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu à ordem do Mestre, pensando:
– Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta…
Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo… Mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao Mestre. Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou:
– Esses devem ser os sons que o Mestre queria que eu ouvisse…
E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente. Queria Ter certeza de que estava no caminho certo. Quando retornou ao templo, o Mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.
Paciente e respeitosamente, o príncipe disse:
– Mestre, quando prestei atenção, pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite…
O Mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:
– Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa. Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor, entender o que está errado e atender às reais necessidades de cada um.”

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

folga espiritual


Hoje só quero um cantinho,quero sentir o gosto do meu medo,o tamanho de minhas dores, quero ser eu,não quero ser forte,não quero ser guerreira. Deixar minhas armas,sentir a lágrima quente,rolar pelo rosto,sentir todo dessabor da falta de amor fraterno,não quero cores,quero tudo preto e Branco,hoje eu sou apenas pranto. 
Sinto-me como um trânsito congestionado, tudo inerte, as placas são todas interrogações, não há uma direção que indique o caminho. sem expectativas,sim,isso define tudo,é como se desse voltas e mais voltas,um labirinto,que acaba sempre no mesmo lugar,os sonhos já não têm mais forças,o material já não causa mais brilho,ficou tudo fosco.

Silvana Antunes 24/08/2015

sábado, 22 de agosto de 2015

O naufrago

O Náufrago
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Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo. E este único sobrevivente foi parar numa ilha deserta e fora de qualquer rota de navegação. E ele agradeceu novamente. Com muita dificuldade e os restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais.
O tempo foi passando e a cada alimento que conseguia, ele agradecia. Um dia, voltando depois de caçar e pescar viu que seu abrigo estava em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Desesperado, ele se revoltou e gritava chorando: “O pior aconteceu! Perdi tudo. Deus por que fez isso comigo?” Chorou tanto que adormeceu profundamente, cansado.
No dia seguinte, bem cedo, foi despertado por um navio que se aproximava. “Viemos resgatá-lo”, disseram. “Como souberam que eu estava aqui?”, perguntou. “Nós vimos o seu sinal de fumaça”, responderam eles.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

concepção de pensamentos


Boa noite família há 24 anos, estava eu com 21 anos, exatamente no dia 26/05/91, falecia meu filho Davi com apenas, três meses e vinte dias, Meu terceiro filho, vítima de meningite. na época me deram um comprimidinho no hospital,disseram que eu não dormiria,mas que eu ficaria bem,e realmente fiquei,pois o calmante me deixou acessa,e de forma nenhuma eu conseguia sentir dor,mas quando passou o efeito meus irmãos!!! O mundo desabou.
Na época  muitos disseram que eu não senti a morte dele,justamente por causa da porcaria do remédio,ninguém me viu triste no velório.fiquei MT arrasada por causa de tais comentários,então foi quando fui na casa de uma conhecida kardecista que fazia psicografia,não entendia nada mas fui,durante a sessão,me foi dito que meu filho não poderia me falar diretamente,mas que um mentor falaria por ele,me lembro apenas que me queixei dos comentários que fizeram,então me veio a resposta que dizia:coisas do homem,cuidar de mim melhor que você...cuidou,impossível.
Na época essa mensagem lavou minha alma,e me permitiu seguir.
Julgar nosso próximo é fácil,difícil e vivermos a vida dele,e permanecer de pé,é melhor compreender,do que julgar,mas se não compreende,melhor é se calar.
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